Sociedade Paranaense de CardiologiaPequenas escolhas feitas todos os dias constroem a sua saúde nos próximos anos. A maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida com acompanhamento adequado e hábitos saudáveis.
"Prevenir é agir antes da doença chegar!"
Conhecer seus fatores de risco é o primeiro passo para construir mais anos de vida com saúde e qualidade.
Acompanhe regularmente estes nove indicadores — eles contam a história de como você cuida da sua saúde.
Pressão alta muitas vezes não dá sintomas, mas deixa marcas no coração.
Muitas pessoas acreditam que a pressão alta sempre causa sintomas como dor de cabeça ou tontura, mas na maioria das vezes ela evolui silenciosamente. Por isso, medir a pressão regularmente é essencial.
Quando a pressão permanece elevada por muitos anos, o coração precisa trabalhar com mais força e os vasos sanguíneos podem sofrer danos progressivos. A hipertensão arterial é uma das principais causas de infarto, derrame, insuficiência cardíaca e doença nos rins.
O excesso de açúcar no sangue também afeta o coração.
O diabetes acontece quando existe dificuldade do organismo em controlar os níveis de glicose no sangue. Com o passar do tempo, a glicemia elevada pode prejudicar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardiovasculares:
O coração de uma pessoa com diabetes merece atenção especial: controlar a glicose reduz o risco de complicações e melhora a qualidade de vida. A prevenção começa muito antes da doença aparecer — alterações como resistência à insulina e pré-diabetes já indicam a necessidade de mudanças.
O cuidado vai muito além da balança!
O peso corporal é apenas uma parte da avaliação da saúde. A quantidade e principalmente a distribuição da gordura corporal têm grande importância para o risco cardiovascular.
O acúmulo de gordura na região abdominal está relacionado a maior chance de desenvolver pressão alta, diabetes, alteração do colesterol e inflamação nos vasos sanguíneos. Por isso, é importante acompanhar a medida da circunferência abdominal:
Cuidar do peso não significa buscar padrões estéticos: significa melhorar energia, mobilidade, disposição e saúde para o futuro.
O movimento é um dos melhores remédios para o coração.
A atividade física é uma das estratégias mais eficientes para prevenir doenças cardiovasculares. Movimentar o corpo ajuda a reduzir a pressão arterial, controlar a glicemia, melhorar o colesterol, preservar músculos, fortalecer ossos e melhorar a saúde mental.
Não é necessário começar com grandes metas. O primeiro passo é reduzir o tempo parado!
Parar de fumar é uma decisão que transforma sua saúde.
O cigarro prejudica praticamente todos os órgãos do corpo. No coração, ele causa inflamação, favorece a formação de placas de gordura nas artérias e aumenta o risco de infarto e derrame.
Não existe uma quantidade segura de cigarro para a saúde cardiovascular. A exposição à fumaça do cigarro também pode trazer riscos para quem está ao redor.
Os benefícios começam rapidamente após parar e continuam aumentando ao longo dos anos.
Dormir bem também é prevenção!
O sono é um momento fundamental de recuperação do organismo. Durante o descanso, o corpo regula hormônios, metabolismo, pressão arterial, imunidade e funcionamento cerebral.
Dormir pouco ou dormir mal de forma frequente pode aumentar o risco de pressão alta, ganho de peso, diabetes e doenças cardiovasculares. A qualidade do sono importa tanto quanto a quantidade!
Colesterol alto não dói, mas pode causar danos graves ao coração.
O colesterol é uma gordura importante para o funcionamento do nosso corpo. Porém, quando o colesterol LDL ("colesterol ruim") permanece elevado por muitos anos, ele pode se acumular dentro das artérias e favorecer a formação de placas de gordura — um processo chamado aterosclerose, que pode começar de forma silenciosa.
O grande desafio é que uma pessoa pode ter colesterol alto, se sentir bem e ainda assim estar acumulando risco ao longo da vida.
A doença cardiovascular é uma das principais causas de morte entre mulheres no mundo. Apesar disso, muitas mulheres ainda subestimam seu próprio risco.
Durante a gestação, algumas condições funcionam como sinais de alerta para maior risco cardiovascular no futuro:
Essas informações devem fazer parte da história de saúde da mulher mesmo anos depois da gravidez. Na menopausa, as mudanças hormonais podem favorecer alterações no colesterol, aumento da gordura abdominal e mudanças metabólicas — aumentando o risco de doenças do coração.
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