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ATITUDES QUE AJUDAM A COMBATER A OBESIDADE

Psicóloga Ana Cláudia Merchan Giaxa, CRP 08/6196

Área de interesse: OBESIDADE

Considerações essenciais

A mais importante de todas é reconhecer a necessidade e a sua potencialidade de mudar!

Na área do comportamento humano chamamos de “disfuncional” um comportamento que em algum momento funcionou e agora não funciona mais tão bem como parecia (“disfunção”). Quando associamos este raciocínio ao comportamento alimentar, verificaremos que quando há presença da obesidade, está presente alguma disfuncionalidade de comportamento. Um exemplo disto é comer por prazer e não por fome e não conter o excesso, apesar do ganho gradativo de peso.

A disfuncionalidade do comportamento alimentar pode estar associada ao “valor” que o alimento tem na vida da pessoa. Então, buscar a função do comportamento alimentar é procurar uma fonte importante de motivação para o comer em excesso. Outra consideração é que, mesmo trazendo muita gratificação com o prazer do alimento, o aumento excessivo de peso adoece. Isto precisa ser considerado, porque reflete uma dificuldade comportamental de se impor limites.

Estratégias para controle e combate à obesidade

É importante combater pensamentos disfuncionais, e experimentar outros relacionados que ajudam a combatê-los ou enfrentá-los:

  1. “Sempre fui acima do peso, esta é minha natureza” à Ninguém nasce obeso e sempre podemos melhorar, precisamos nos dar a chance de experimentar nosso potencial;
  2. “Não gosto do meu biotipo, não adianta emagrecer” à O biotipo (formato do corpo) não deve te impedir de desenvolver seu potencial de saúde. Emagracer ajuda na mobilidade e traz bem-estar físico e autoestima;
  3. tenho tantas doenças... e comer é a única coisa que eu posso fazer porque gosto”  à Pode haver outras coisas que goste de fazer e mesmo comer que, na medida certa, trarão mais saúde;
  4. “Trabalho tanto, corro o dia todo, resolvo tantas coisas que mereço comer ...” à todo mundo merece muita coisa, especialmente ser feliz e ter bem-estar, mas colocar o alimento como grande fonte de satisfação pode ser prejudicial à saúde. Você pode buscar novas fontes de satisfação e associá-las ao alimento, mas não só depender do alimento.

Moral da história

  • Procurar conhecer seu potencial de mudança ajuda em várias áreas da vida e não somente no comportamento alimentar, ou seja, experimente fazer, antes de se julgar fracassado;
  • Emagrecer “muda a economia psíquica”, ou seja, é exercitar outras fontes de gratificação, além do alimento.É a oportunidade de conhecer e também de valorizar outras coisas que te satisfazem. Experimentar fazer diferente do que já fez, pode ser bom para você;
  • Reveja suas metas, não se afobe em querer muito rápido seus resultados. Um passo de cada vez: metas curtas e realizáveis aumentam autoestima e ajudam no enfrentamento constante do controle de peso;
  • Não se manter obeso é uma das formas de se cuidar constantemente mudando sua relação com o alimento, porque comer pode e deve ser um prazer;
  • Fazer dieta não é um problema: é um cuidado! Considere que as pessoas que conseguem guardar dinheiro para realizar sonhos, costumam ter uma planilha de gastos. Estas pessoas procuram constantemente controlar seus impulsos de gastos com 3 perguntas: eu preciso, eu quero eu posso viver sem isto? É o sucesso para aumento de renda. Por que não utilizar desta estratégia para manter o controle do peso? Experimente!

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